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domingo, dezembro 03, 2006


in_ Diferença







in_ Diferença




( PARA OS DIRIGENTES DE NOSSO BRASIL)

conheces a trilha do inferno,onde o poema desliza morto e
a palavra desfalece nos ventos avessos do medo?

conheces a morbidez das águas que leva o menino anônimo
filho da saga (praga?) dos alagados, velado no barro?

conheces os escarlates da febre nascida da lama, que arde
e sangra no corpo frio : - desesperada chama?

eles sim:- conhecem dos ácidos frutos
eles sim:- tomam no cálice do engano

conheces esse soco no estômago?

Amina Ruthar
Dezembro/2006



quarta-feira, novembro 22, 2006


Antropofagia




Antropofagia


flexível como haste do salgueiro que tange,ela vibra
em suas mãos sabores vermelhos e danças da noite
atiçam todas as labaredas de sua fome que passeia
e desliza entre vertigens e fé pelo sacrário da carne
escoam todos os seus afluentes " na hora do desejo"
chama que arde na pele do vento, do tempo, na sua
da boca farta de inventos doçuras e iras,ela grita
avessos,ausências e espinhos que ferem a seda ,nua
cavalga o amor até prover pleno esquecimento de si
liquida persegue o gozo como quem persegue tulipas

embriagada e interdita,bebe do vinho,come da carne :
- fêmea, santifica-se !

Amina Ruthar
Novembro-2006



domingo, novembro 05, 2006


a hora do ângelus









"e o que resta é este rastro

este pó erguido..."'(Xavier Zarco)





enquanto dobram os sinos ...



o templo ressona morno

sob as ladainhas das aves

em piruetas na sobretarde

no seu sacrário a paz dos Absolutos

e o seu pão de cada dia abrigado

na dispensa sacra- ventre lacrado



enquanto dobram os sinos...



escorrem no degraus bentos

esqueletos humanos de olhares apodrecidos

o peito da mulher se esgarça em sequidão

na boca moribunda e agoniada do menino



deus alça os céus no vôo das balas

cortando nuvens entre o vidigal e a rocinha



'"e o que resta é este rastro

este pó erguido..." da minha fé exígua



domingo, outubro 29, 2006


verbo descarnado






A lágrima
sem vigília inunda a palavra
que se desgarra em sangue e sal
sobre a terra seca
e aduba
a verdade por baixo dos tapetes
os pecados submersos nas paredes
o leito onde repousam mentiras sujas
sob sedas e contas de aves marias inúteis


A lágrima
sem vigília inunda o verbo
descarnado em meu canto rocha
e aduba
a alma roxa
o peito rubro
a cova rasa
sob o rosário de mortes escandalosas

A lágrima sem vigília inunda os dias
onde se perde a justeza da coisas

Meu verso é rude :
-engasga!

Amina Ruthar



segunda-feira, outubro 23, 2006


Retorno




Volto...porque jaz o inverno, ainda que perdurem sombras, tentando tecer uma qualquer primavera.



terça-feira, março 14, 2006


_ talvez ...porque junho _




_ talvez ...porque junho _


( de minha amiga Ana Merij, poeta que estimo)



a vida que te diluiu em mim

aqui está

no tanger de moinhos

no alecrim por campos

a semear-se sozinho

no vôo de andorinhas

a tecer ninhos


enquanto em saudação a manhã

da paineira

o tronco se abre em nova cor



no lamento absoluto das gaivotas

a vida que te diluiu em mim

aqui está

eco de memória

como escuro murmúrio do mar

entre seixos e abrolhos

talvez porque junho


tens lírios findos à tua volta

e confinas um réquiem nos olhos



domingo, março 05, 2006


_ notícias da casa paterna _








vozes escorrem pelas artérias da casa
súplicas das almas de sonhos, outrora nossos:
-a memória está lá, em pele e ossos

a vista nua, não verás passos de infâncias
a farfalhar alegrias nas retinas dos corredores:
- mas estão lá, gravados nas veias das manhãs


em letra rubra no pergaminho das horas
o solo de nossa história é lágrima nos objetos calados
luto perpétuo por todo azul escrito um dia

no musgo do tempo notícias de ser feliz não há:
_ nem de deus!
Amina Ruthar