verbo descarnado

A lágrima
sem vigília inunda a palavra
que se desgarra em sangue e sal
sobre a terra seca
e aduba
a verdade por baixo dos tapetes
os pecados submersos nas paredes
o leito onde repousam mentiras sujas
sob sedas e contas de aves marias inúteis
A lágrima
sem vigília inunda o verbo
descarnado em meu canto rocha
e aduba
a alma roxa
o peito rubro
a cova rasa
sob o rosário de mortes escandalosas
A lágrima sem vigília inunda os dias
onde se perde a justeza da coisas
Meu verso é rude :
-engasga!
Amina Ruthar





5 Comentários:
Oi, querida,
que bom ver você de novo aqui, ocupando o espaço que é seu!!!! :))))
seu verso é belo! ;)
beijos
Obrigada Li, por tudo.
Vc. é uma querida, tem olhares de bem querer.
Belo, o seu jeito-gente de ser.
Amina
Lo Felicito por blog. Saludos
Sonofotlon,
Obrigada por sua visita e amáveis palavras.
Volte sempre.
Amina
Amina "engasgas" as vozes com a beleza do que escreves.
lindo!
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