Antropofagia

Antropofagia
flexível como haste do salgueiro que tange,ela vibra
em suas mãos sabores vermelhos e danças da noite
atiçam todas as labaredas de sua fome que passeia
e desliza entre vertigens e fé pelo sacrário da carne
escoam todos os seus afluentes " na hora do desejo"
chama que arde na pele do vento, do tempo, na sua
da boca farta de inventos doçuras e iras,ela grita
avessos,ausências e espinhos que ferem a seda ,nua
cavalga o amor até prover pleno esquecimento de si
liquida persegue o gozo como quem persegue tulipas
embriagada e interdita,bebe do vinho,come da carne :
- fêmea, santifica-se !
Amina Ruthar
Novembro-2006





2 Comentários:
Uau!!!!
Que p....poema!
Bjs do seu,
Marco Antonio
eis o santificar
único
a carne celebrada
é só o que importa.
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