a hora do ângelus

"e o que resta é este rastro
este pó erguido..."'(Xavier Zarco)
enquanto dobram os sinos ...
o templo ressona morno
sob as ladainhas das aves
em piruetas na sobretarde
no seu sacrário a paz dos Absolutos
e o seu pão de cada dia abrigado
na dispensa sacra- ventre lacrado
enquanto dobram os sinos...
escorrem no degraus bentos
esqueletos humanos de olhares apodrecidos
o peito da mulher se esgarça em sequidão
na boca moribunda e agoniada do menino
deus alça os céus no vôo das balas
cortando nuvens entre o vidigal e a rocinha
'"e o que resta é este rastro
este pó erguido..." da minha fé exígua





3 Comentários:
ói eu aqui pra te deixar um beijim!
:))))
sinto-me bem ao voltar aqui e poder ler vc novamente.
Olá Douglas,
Andei por ai...bom voltar e rever os amigos.
Obrigada e volte.
Amina
Postar um comentário
<< Home